Entre pinceladas e silêncios: minha visita à exposição de Monet no MASP

Em um dia semi-frio do início de junho em São Paulo, decidi encontrar amigas para uma tarde diferente: uma em que eu pudesse me permitir uma pausa. Daquelas que não são ausência, mas presença.
Fomos visitar a exposição A Ecologia de Monet, em cartaz no MASP, e saí de lá com o coração mais leve — e cheio de cor. Acho que nem eu sabia o tanto que essa tarde alimentaria meu corpo e minha alma..

Monet não pintava paisagens. Pintava estados de alma.
E a curadoria dessa exposição trouxe seus quadros em ordem cronológica o que me permitiu ver como a visão de mundo dele foi se transformando ao longo da vida – e rendeu um tanto de reflexões que talvez permeiem minhas sessões de terapia daqui até o fim da vida.
Fato é que, ao caminhar entre as 32 obras que compõem a exposição, percebi que o que me tocava não era apenas a beleza das flores ou o reflexo da água, mas o tempo suspenso entre uma pincelada e outra.
Um tempo que convida ao silêncio, à contemplação, à delicadeza. Mesmo quando as pinceladas que dão vida à esses quadros, são grosseiras.

Ao longo dos anos, aprendi que, ao menos pra mim, a arte está nas pequenas coisas. No jeito que a luz entra pela janela. No som da chaleira antes do chá. Na preta dormindo no sofá aproveitando o banho de sol de um de tarde. Na pausa para escrever com calma.
Monet, de algum modo, me lembrou disso tudo.
Suas telas não apenas retratam a natureza, mas nos pedem um novo olhar — mais lento, mais aberto, mais profundo.
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A Ecologia de Monet reúne pinturas feitas entre 1870 e 1907, cobrindo desde paisagens campestres até as icônicas ninféias. A curadoria propõe um olhar sobre a relação do artista com o meio ambiente — muito antes de o tema se tornar urgência.
A mostra fica em cartaz até o dia 18 de agosto de 2024, no MASP, em São Paulo.
Se você puder, vá. Mas vá com calma. Com olhos de quem quer ver, e não apenas olhar.

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