Diário
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2024: aquele em que reconheci minha imensidão
Começar um novo ano é também revisitar os momentos que marcaram o ciclo que se encerrou. E 2024 foi um ano de extremos: de muita felicidade e de tristeza profunda. Mas, acima de tudo, foi o ano em que reconheci minha imensidão — na vulnerabilidade, na força, na beleza de ser quem sou. Quero compartilhar com vocês os aspectos que mais me transformaram em 2024, dividindo meu aprendizado em cuidado com a saúde, cuidado intelectual e cuidado com a beleza. Cuidado com a Saúde Manter um compromisso comigo mesma foi uma conquista. Em 2024, consegui levar a Yoga como uma prática constante. Ela me sustentou em momentos de paz e…
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Coucou!
Faz tanto tempo que eu ensaio a volta para esse cantinho… Quem me acompanha nas redes por aí afora, quem me conhece e/ou convive comigo um pouquinho que seja sabe o quanto esse espaço sempre significou pra mim. Sabe o quanto eu amo escrever, criar, compartilhar. E sabe quão doída foi a decisão de me afastar quando em plena pandemia me vi dizendo a mais amarga das despedidas. Não foi um caminho fácil, tentei voltar sem estar pronta algumas vezes e isso só me machucou ainda mais pois existia muita vontade e muita saudade mas, eu simplesmente não conseguia. Quase 3 anos se passaram. O tempo é um amigo cruel.…
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Apenas mais uma reflexão…
… diretamente das minhas anotações e muitas noites olhando a lua e fazendo pedidos a ela. Afinal, quanto tempo o tempo demora pra surtir efeito? A ansiedade nos queima, corrói o coração querendo tudo pra ontem. Está sol e ansiamos a brisa gelada. Está frio e sentimos falta do aconchego de um fim de tarde à beira-mar. Somos tão insatisfeitos quanto somos vivos. Mas e quando o tempo te traz exatamente o que você precisa? Foi o que aconteceu comigo. Acredito que de algum modo, o universo busca equilibrar um pouco as coisas pra gente, se formos capazes de notar e valorizar pequenos detalhes. Como uma surpreendente virada de tempo,…
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De volta à casa
Trilha para acompanhar a leitura: Oi? Tem alguém aí? … No início, passar horas e horas escrevendo no computador era minha terapia. Eu achava que ninguém lia isso aqui e por isso usava e abusava do formato de diário moderno pra tirar as palavras que martelavam minha cabeça e inundavam meu coração. O horário? Quase sempre antes de dormir, quando todos aqueles pensamentos acumulados faziam eco dentro de mim e era preciso tirá-los de mim como se fosse Dumbledore com sua varinha, puxando pensamentos e deixando-os na penseira, pra depois voltar a eles com mais foco e energia. Depois de algum tempo apareceram pessoas aqui interessadas nas reflexões cotidianas e…
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Oi, 2021
Nossa, por onde começar esse texto? 2020 passou como uma grande sucessão de caldos na água salgada. Me sinto emergindo depois de uma sequência de ondas fortes que me afundaram, tiraram o biquini do lugar, deixaram meu nariz e garganta doendo de tanta água salgada que engoli no susto. Os joelhos ralados de tentar me impulsionar pra cima de novo em pleno ataque das águas revoltas. A cabeça gira. Eu gosto muito do mar, não me levem a mal. Mas depois de ter passado meu pequeno porém vital recesso de fim de ano tentando refletir sobre o ano que passou só consigo pensar nessa comparação acima, com ondas fortes me…
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10 aprendizados da quarentena
Bored in the house In the house bored? Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash 1- Não é por estar em casa que o ritmo diminui. Muito pelo contrário – no meu caso. Hoje estamos no dia 62 de isolamento aqui e eu não poderia estar mais exausta. Algo que venho observando em mim é que, independentemente de poder sair de casa ou não, o isolamento tomou conta da minha agenda. As reuniões de trabalho triplicaram. O trabalho triplicou. Antes eu começava a trabalhar por volta de 10/10h30 todos os dias, saindo entre 20h e 21h quando tinha um dia ‘normal’. Hoje, começo a trabalhar entre 8h e 8h30 (salvo nos dias que…
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Aquele com os 10 anos de Mademoiselle Paris
É pique, é pique! É pique, é pique, é pique! Photo by Jacob Peters-Lehm on Unsplash Parece que foi ontem que, depois de uns dois anos sendo chamada de francesinha na faculdade, resolvi lançar um blog novo, deixando pra trás o formato diário de adolescente e iniciando essa jornada linda de diário-jornal. E que caminhada linda essa…. O Mademoiselle Paris foi criado na madrugada do feriado de 1º de maio de 2010 e lançado ‘oficialmente’ no dia 15. Então, sendo assim: bom dia aniversário de 10 anos do blog! 😍 Confesso que não é a forma que eu sonhei de celebração mas, como vocês sabem, o meu mundo precisou desacelerar por aqui nesse…
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Aquele com a volta do blog! ♥️
Toc toc, alguém aí do outro lado? Espero que sim. Photo by Josh Hild on Unsplash Sabem, do lado de cá estou nostálgica. Há quase exatamente um ano, eu saía de um emprego completamente exausta, física e psicologicamente. Comecei ainda naquele maio uma série de exames, consultas e rotina médica tão chata que eu nem parecia ter saído do emprego. O cansaço só aumentava. Pouco tempo depois o médico me disse algo que eu já sabia mas que ecoou em mim quase que como um tapa na cara: – Ou você diminui o ritmo, reavalia prioridades e cuida mais de você ou o seu corpo está prestes a fazer isso a força. Foi…
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Meu melhor, de 2019
Como boa sagitariana que sou, gosto de sempre tentar olhar as coisas pelo lado positivo. Mesmo que meu ascendente em câncer, muitas vezes teste minha lente cor de rosa de inúmeras maneiras. 2019 me mostrou que posso sim, tomar as rédeas do meu humor. E que isso, assim como meus músculos, precisa de treino diário e dedicação. E demanda paciência, aquela bendita que eu persigo há 32 anos (e contando). O ano se encerrou e como sempre, cheguei ao dia 31 exausta. Devo creditar a devida dose de culpa ao mês de dezembro que sempre é muito intenso, exigindo muito de mim física e psicologicamente. Mas sabendo disso, vou tentar…
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Feliz 2020!
Oi leitor, tudo bom? Ainda está por aí? Feliz década nova! ❤ O briefing da virada foi esse: simples com um toque de brilho. Pra combinar com os meus desejos para 2020. Confesso que esse tempo fora de radar não foi planejado. Quase 1 ano… nossa! Vou contar que no início, ter que me ausentar daqui foi uma de dualidade enlouquecedora: não sabia se chamava isso de benção ou de maldição. Nesse tempo eu chorei, eu ri, eu não soube o que fazer. Quando tiram algo de você abruptamente – mesmo que para o bem -, isso mexe fundo. Eu ainda estou vivendo essa montanha-russa, porém agora com um pouco…



















