Cinema,  Entretenimento

Aquele sobre o novo Dumbo

“Olha o trem saindo da estação

Lá da estação; ah! Que emoção! 
Vem trazendo muita diversão 
Quanta diversão; mas que sensação!
Logo que o trem começa a apitar
Todos sabem que o circo vai chegar
Hoje todos vão se divertir 
Vem o circo aí! Vem o circo aí!”
O desenho Disney de 1941 começava com a cena do circo indo de cidade em cidade com o trem e lembro que essa canção, bem como “ao ver um elefante voar” eram as que mais ficavam na minha cabeça por dias, me fazendo cantarolá-las. Mamãe – e os vizinhos – que o diga! 
Apesar disso, Dumbo nunca esteve entre meus desenhos preferidos – sempre me magoava muito ver as cenas de separação da Sra Jumbo e dele e quando ele entra de palhaço no picadeiro. Aquilo sempre teve um significado pesado para mim, antes mesmo de eu imaginar o que eram todas as reflexões impostas por sua história. Mas, fato é que, ao saber da escolha de Disney por reviver a história de Dumbo em um live action, fiquei mais do que intrigada. E combinei com nada mais, nada menos, que a sra minha mãe para conferirmos o filme no dia da estreia. 
A obra revisitada pelo olhar já aclamado de Tim Burton ganha ares de sonho e pesadelo de um segundo para o outro, especialmente na sua reprodução 3D. Se você for alguém sensível ou estiver em um momento assim, o filme com certeza o fará ir às lágrimas por quase toda sua duração. Se eu chorei? Saí inchada do cinema e acordei com enxaqueca na manhã seguinte. 
A crítica forte ao uso de animais para entretenimento, à separar mães de seus filhos muito cedo e ao bullying que muitos sofrem na infância vem repleta de detalhes e faz até o mais apático dos seres refletir a respeito. 

Outro ponto lindo e emocionante do filme é a construção da rede de boas energias ao redor do pequeno Dumbo, coisa que eu não lembro de ter visto no desenho. As crianças que se compadecem dele pois também acabaram de perder a mãe e, depois, a circense que divide o número do voo com ele que cria empatia por ele e toda sua história são elementos fundamentais para transformar o pesadelo em sonho novamente. E ajudam a dar à platéia algum respiro entre um ataque de choro e outro. 

Contudo, não acredito que esse live-action seja bom para crianças pequenas – como eu era quando me apresentaram Dumbo. Se tivesse filhos, com certeza não os levaria até que pudessem entender um pouco mais sobre as mensagens transmitidas ali e também acho que teria uma conversa com eles antes e depois do filme para garantir que a mensagem que ficou seja a real lição a ser aprendida com esse clássico. 

Dumbo entrou em cartaz no dia 28/03/2019 nos cinemas do Brasil. 

Meu nome é Camilla Carvalho. Sou jornalista, produtora de conteúdo e autora deste blog, onde compartilho fragmentos do meu cotidiano e inspirações de estilo de vida. Meu coração vive em dois lugares: na França, que é meu lar em todas as versões de mim, e no Brasil, onde estão raízes profundas — amigos, gatos e família. Este espaço é um convite para dividir descobertas, sentimentos e beleza com leveza. Bienvenue et soyez chez vous.

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