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Aquele com um mergulho em novas páginas
Era quinta-feira, véspera de feriado prolongado e o relógio já apontava mais de 9 da noite. Ela havia marcado um encontro com um de seus melhores amigos, Andy, ao final do expediente. Ia entregar alguns chocolates para ele e aproveitariam para tomar um café e colocar um bucadim do papo em dia. Mas, ele atrasou e ela mergulhou na imensidão da livraria que fica ao lado do café. Ela já havia comprado outro livro novo, naquela mesma semana. Se prometera que, iria tirar aqueles feriados para si, lendo boas histórias, viajando para outros lugares, descansando o corpo que andava bem mal-tratado pela correria e stress e ansiedade. É, ela amava…
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Sobre mudanças e recomeços…
Para ouvir durante a leitura: Eu não sabia que seria tão vulnerável a essa nova fase de vida que se iniciava. Mas, acho que todos nós acabamos por ficar meio vulneráveis em fins e recomeços – o medo do novo e a dor do que fica pra trás nos deixam assim. E mais cedo ou mais tarde a vida manda a conta né? Depois de terminar um namoro de 7 anos, voltar do intercâmbio com a missão de convencer dona Ruth (minha mãe) a fazer as malas e partir comigo e organizar a vida que tinha pausado no Brasil durante esses últimos meses, me joguei no projeto novo que comentei…
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Para onde vai o amor?
Para ouvir durante a leitura: Quando deixo de amar, não fico aliviado, eu fico triste. Já faz um bom tempo que ando triste. Pode a tristeza se mascarar de alegria, quando se deixa de amar? Porque é se despedir de uma grande parte da própria vida, é se desapegar de um sentimento que julgava único. É triste deixar de amar. Profundamente triste. É sacrificar a personalidade, é nunca mais usar um jeito de reagir e de falar, nunca mais usar um jeito de beijar e de abraçar, nunca mais usar um jeito de transar e ser feliz. Passo a pensar: onde foi parar todo aquele amor? Onde é que ele se…
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Aquele com o fim do número 7
Naquela noite, seus pensamentos pararam de ecoar no quarto escuro. Já havia passado pouco mais de um mês em que nada fazia o eco de seus pensamentos deixa-la em paz. Era entrar no quarto e apagar a luz na tentativa de uma noite de sono reparador, para que o cômodo fosse inundado por ecos. Ecos são casos não solucionados e, tem vezes que é mais fácil conviver com eles do que tomar uma decisão definitiva que pode mudar o rumo da sua vida por inteiro. É, por inteiro. Mas, pera: já não tinha mudado? Naquela noite de enxaqueca e pensamentos gritando dentro dela, ela se deu conta de que sim,…
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Sobre auto-estima, auto-valorização e amor próprio
Dia desses, me disseram: – Você devia se tocar que você não é nenhuma Camila Coutinho e se conter Me peguei em choque não apenas por ter vindo de um lugar inimaginável mas também por outros fatores: quer dizer então que se você não for Camila Coutinho, não é merecedor? Quer dizer então que só a Camila Coutinho pode? Quer dizer então que eu tenho que esperar nascer de novo pois nessa vida, só posso ser Camilla Carvalho? E pra todos esses e mais milhares de questionamentos que vinham à minha mente enquanto aquela frase ainda ecoava, eu só tinha uma resposta: não, eu não sou Camila Coutinho. Sou Camilla…
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Salut, 2017!
Para ouvir lendo esse post: Olá leitor, como vai? Espero não ter ficado tempo demais ausente daqui, a ponto de você estar bravo comigo. Sabe leitor, 2016 foi devastador. Sim, de-vas-ta-dor. E aí, quando o natal chegou e entrei na vibe dos filmes, da comilança e das sonecas, entrei em estado de concentração interior. Assim, mesmo produzindo conteúdo sobre minhas andanças lá para o instagram (já segue lá? não? corre lá, pô! @mademoiselleparis ), snapchat ( millacarvalho ) e na fanpage (Mademoiselle Paris – mas olha o menu lateral aqui que tem tooooodas as minhas redes linhadas bonitinho!) eu me dei um tempinho curto para respirar e tentar concentrar energias em…
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Quando Deus Aparece
O único livro que trouxe comigo do Brasil foi o que comprei no aeroporto, mas que demorei a começar a leitura por motivos óbvios de ansiedade. Estava tão ansiosa que simplesmente não conseguia parar em uma única atividade, me movimentando loucamente até no avião, onde eu supostamente deveria dormir e relaxar. Semana passada eu fiquei meio doente para coroar minha marca de 15 dias em Paris e então fui obrigada a diminuir o ritmo, depois de ir ao máximo da taquicardia. Mas, tudo acaba bem, como diria o ditado. E eu finalmente diminuí o ritmo. Consegui ver uma série inteira (vou escrever sobre ela em breve, prometo) e consegui ler…
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Aquele em que brindamos às amizades!
Eu nunca me peguei tentando ser amiga delas. Elas foram caindo na minha vida, naquela semana de novembro, meio que ao acaso. De repente, uma delas passava na minha casa e íamos encontrar a outra para seguirmos juntas para a noite. Ahhhhh a noite. Naquele tempo, ela realmente era uma criança. Cheia de pique, cheia de cores, cheia de magia por todos os lados. Não precisávamos de muito para ser feliz. E de um jeito engraçado, até os nossos defeitos não nos incomodavam quando estávamos juntas. A energia boa era maior. É assim que dizem que nasce um grande amor né? Naquele mês de novembro, sem nem eu imaginar, eu…
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Aquele em que passei a ter uma rotina de pele…
É estranho dizer isso em meio à dias tão corridos mas, eu fiquei feliz quando me dei conta de que tinha uma ‘rotina’ de cuidados com a pele. Bem, não me entendam mal. Eu sempre limpei super bem a pele por conta do teatro mas, em geral esse era meu maior cuidado com a pele até os 23 anos. Eu limpava tudo direitinho para poder reaplicar a maquiagem assim que necessário. Nada de tônicos, hidratantes e afins. Até que um dia, comecei a passar um tônico meio que sem querer. Real: não lembro o que motivou naquela compra. Só sei que quando dei por mim estava com o tal do…
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Aquele em que comecei a cuidar da pele… e gostei!
Foto: Uol Mulher Tem gente que abençoadamente aprende a cuidar extremamente bem da pele desde cedo. Bom, esse definitivamente não foi meu caso. Minha mãe apesar de muito vaidosa, sempre foi muito simples. Então não me lembro de uma penteadeira repleta de cremes anti-idade e nem tratamentos faciais. A maior lição de vida com relação à pele que minha mãe me transmitiu foi: não tem nada de errado, de feio ou de ruim em envelhecer. Claro, é sempre melhor cuidar pra envelhecer bem. Mas, acima de de tudo, envelhecer é belo. Único. E que, principalmente, todos nós passaremos por isso algum dia. Então, ao invés de lutar contra o inevitável,…


























